Aos 25 comecei a me cobrar mais por coisas que eu já deveria ter feito
Parei pra pensar que estou ficando velha
Comecei a me preocupar com meu futuro
Fiquei com vontade de casar e ter filhos um dia
Tive medo dessa minha vontade.
Aos 25 percebi que já sou uma mulher feita
Que teoricamente não precisaria mais de ninguém para me sustentar
e que para isso tenho que correr atrás do que quero
Tenho que garantir o que é meu
Antes que o meu sonho se esvaia.
Tomei consciência de que realmente são poucas as coisas e pessoas que me agradam
E que é preciso valorizá-las ao máximo
Comecei a ter saudades do que já vivenciei
Mas a ânsia por vivenciar ainda mais aumentou
Pois o sentido da passagem do tempo se alterou.
Aos 25 me vi na frente de muitos de minha idade
Me vi futura mestre sem saber o que fazer com o diploma
Cansei de ser vista apenas como estudante
Cansei da vida de cientista
Tive vontade de procurar e ter um emprego de verdadede ganhar dinheiro, pra mostrar que sou independente.
Por conta disso, encontrei-me no meio de uma encruzilhada
Sofri com a opção que foi mais sorte lançada do que uma escolha premeditada
Ansiei por um resultado do qual mal sabia as conseqüências
Mas como forma de me convencer de que era um sinal para aonde deveria seguir
Caminho, ainda assim, não conhecido. Apenas arriscado.
Aos 25 percebi que havia parado no tempo
Que era mais burra em algumas coisas do que imaginava
Que era mais recatada do que gostaria
Que era mais inocente do que as mulheres de 25
E que a minha inexperiência ainda renderia muitos erros e acertos.
Que ainda passaria por muitas gafes
Que os frios na barriga estavam apenas começando
Que os tombos machucavam mesmo
E as vitórias parecem cada vez mais difíceis
Mas as comemorações são melhores.
Descobri que tinha muito medo do que não deveria ter
Que precisaria acreditar mais em mim
Que a gente acaba forjando as situações a partir do que a gente mostra pros outros
E que isso pode gerar pseudo-milagres ou situações deprimentes
E para encarar tudo isso, a auto-estima é fundamental
Aos 25, vivenciei na pele que a bela adormecida um dia acorda
E aí tem que correr atrás do prejuízo
Mas que a ingenuidade e a força de vontade com a qual conta
é mais do que vantagem em certos momentos
e isso que falta à maioria das mulheres de 25.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
sábado, 18 de abril de 2009
incompletude
Nunca fui saudosista de minhas antepassadas
Tampouco tive vontade de viver em outra época
Mas confesso que deve haver algo de errado com o espírito do nosso tempo
Antes, a única preocupação era arrumar um noivo
Hoje, vejo as mulheres se matando de trabalhar, para poder provar que são independentes
Muitas se aborrecem por estar fazendo uma coisa que não sabem bem se é o que querem
Outras nem têm tempo para pensar nisso.
O importante é ter um salário para poder satisfazer seus luxos.
Não vejo nada de mal no luxo em si
Mas não gosto de ver tanta gente lutando tanto, contra si e dentro de si para mudar
Para fazer planos para um futuro pré-programado
Sem sonhos, sem riscos, sem novidade
Fico me perguntando, afinal, qual é o sentido de tudo isso?
Vale tanto assim lutar para juntar dinheiro, para ter um lar, para construir uma vida de classe média?
Não seria mais fácil pensar em ganhar só o que se precisa para viver?
Um aluguel, umas roupas, umas viagens, uns restaurantes de vez em quando, alguma diversão?
Porque de repente, a vida passa e a gente fica velho e vê que tem um monte de coisas que a gente lutou para conquistar... ah, como essas conquistas fizeram a gente sofrer, a gente amargurar, a gente sufocar os sonhos de arriscar um pouco mais....
Se não foram as risadas
Se não foram as viagens
Se não foram as baladas
Se não foram os amigos
Se não foram os amores
Tampouco as posses os serão.
Qual o sentido de nos aborrecermos com tão pouco?
de lamentarmos o possível fracasso de nosso enorme esforço para demonstrarmos nossa produtividade e utilidade, para mostrarmos que estamos ralando e conseguindo resistir bravamente, apesar de tudo?
No final tudo aprece tão à toa... parecemos figurantes, uns marionetes bestas aqui que vieram e não fizeram anda para tornar a sua vida e a dos outros um pouco mais interessante.
Tampouco tive vontade de viver em outra época
Mas confesso que deve haver algo de errado com o espírito do nosso tempo
Antes, a única preocupação era arrumar um noivo
Hoje, vejo as mulheres se matando de trabalhar, para poder provar que são independentes
Muitas se aborrecem por estar fazendo uma coisa que não sabem bem se é o que querem
Outras nem têm tempo para pensar nisso.
O importante é ter um salário para poder satisfazer seus luxos.
Não vejo nada de mal no luxo em si
Mas não gosto de ver tanta gente lutando tanto, contra si e dentro de si para mudar
Para fazer planos para um futuro pré-programado
Sem sonhos, sem riscos, sem novidade
Fico me perguntando, afinal, qual é o sentido de tudo isso?
Vale tanto assim lutar para juntar dinheiro, para ter um lar, para construir uma vida de classe média?
Não seria mais fácil pensar em ganhar só o que se precisa para viver?
Um aluguel, umas roupas, umas viagens, uns restaurantes de vez em quando, alguma diversão?
Porque de repente, a vida passa e a gente fica velho e vê que tem um monte de coisas que a gente lutou para conquistar... ah, como essas conquistas fizeram a gente sofrer, a gente amargurar, a gente sufocar os sonhos de arriscar um pouco mais....
Se não foram as risadas
Se não foram as viagens
Se não foram as baladas
Se não foram os amigos
Se não foram os amores
Tampouco as posses os serão.
Qual o sentido de nos aborrecermos com tão pouco?
de lamentarmos o possível fracasso de nosso enorme esforço para demonstrarmos nossa produtividade e utilidade, para mostrarmos que estamos ralando e conseguindo resistir bravamente, apesar de tudo?
No final tudo aprece tão à toa... parecemos figurantes, uns marionetes bestas aqui que vieram e não fizeram anda para tornar a sua vida e a dos outros um pouco mais interessante.
domingo, 22 de março de 2009
Do final do verão, ou o pós carnval
Momento de inflexão
De parar para pensar
Avaliar o caminho percorrido
Contentar-se com os resultados obtidos
Projetar o futuro,
Levando em conta todas as possibilidades
E o que realmente se deseja
Verificar se o desejado é viável
E refletir sobre o indesejado
Sobre o porquê de existir determinado conforto em aceitar certas situações.
Parece claro que, ao se conformar e aceitar determinação situação,
sabe-se que há poucas possibilidades de perder.
Mas e se se ousar?
É preciso também ter cuidado ao ousar
Saber os seus limites
Saber aceitar as portas que se abrem
Mesmo quando o presente oferecido não corresponde em um primeiro momento ao sonho desejado
De parar para pensar
Avaliar o caminho percorrido
Contentar-se com os resultados obtidos
Projetar o futuro,
Levando em conta todas as possibilidades
E o que realmente se deseja
Verificar se o desejado é viável
E refletir sobre o indesejado
Sobre o porquê de existir determinado conforto em aceitar certas situações.
Parece claro que, ao se conformar e aceitar determinação situação,
sabe-se que há poucas possibilidades de perder.
Mas e se se ousar?
É preciso também ter cuidado ao ousar
Saber os seus limites
Saber aceitar as portas que se abrem
Mesmo quando o presente oferecido não corresponde em um primeiro momento ao sonho desejado
domingo, 1 de março de 2009
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Razão é fácil falar, emoção é fácil seguir
Chega uma hora que a gente tem que se conformar, perceber que o que tanto desejamos e ansiamos não passa de uma medida errada para nossas necessidades e que tal desejo é, senão, uma forma de ocultar essa verdade - um antídoto contra nós mesmos, contra nossos valores mais profundos e nossos verdadeiros desejos.
Mesmo assim, quem disse que a gente consegue agir racionalmente e seguir essa receita perfeita em busca da felicidade em um relacionamento? Pelo menos em mim há uma pontinha de esperança de que uma chance a mais possa trazer momentos muito bons e inesquecíveis, capazes de compensar toda a cautela anterior...
Mesmo assim, quem disse que a gente consegue agir racionalmente e seguir essa receita perfeita em busca da felicidade em um relacionamento? Pelo menos em mim há uma pontinha de esperança de que uma chance a mais possa trazer momentos muito bons e inesquecíveis, capazes de compensar toda a cautela anterior...
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Impasse
Sonho e me encanto
imagino e me alegro
reflito e me assusto
concluo, não decido
e se? e se? e se?
o que não acontece não merece ser avaliado, medido, projetado,
pré-definido, combinado ou idealizado
a ânsia por decidir a decisão certa só me deixa mais indecisa
presa a uma ilusão ilógica
solta em meio a um buraco negro de idéias e pensamentos sem sentido
vontade, desejo e repulsa misturam-se num melaço denso
incapacidade de separar
indefinição profunda
ser e estar
descontinuidade
não e sim
quero tudo: você, eu, ela, nós aquilo, isto
o doce, o difícil de engolir
o pobre, o rico, o de classe média
o quente, o "normal"
o falante, o calado,
a paixão, o acalanto,
o desejo, a satisfação
a plenitude, a serenidade, a explosão
o prazer e a paz.
Vida.
imagino e me alegro
reflito e me assusto
concluo, não decido
e se? e se? e se?
o que não acontece não merece ser avaliado, medido, projetado,
pré-definido, combinado ou idealizado
a ânsia por decidir a decisão certa só me deixa mais indecisa
presa a uma ilusão ilógica
solta em meio a um buraco negro de idéias e pensamentos sem sentido
vontade, desejo e repulsa misturam-se num melaço denso
incapacidade de separar
indefinição profunda
ser e estar
descontinuidade
não e sim
quero tudo: você, eu, ela, nós aquilo, isto
o doce, o difícil de engolir
o pobre, o rico, o de classe média
o quente, o "normal"
o falante, o calado,
a paixão, o acalanto,
o desejo, a satisfação
a plenitude, a serenidade, a explosão
o prazer e a paz.
Vida.
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
É necessário saber a hora de parar ou sobre a compulsão de uns pelos outros através de si mesmo
Tem certas coisas que te viciam
você começa a fazê-las meio que por brincadeira,
para ter um pouco de diversão naquele momento.
Certo tempo passa e você continua naquilo,
às vezes por falta de outros estímulos,
por falta do que fazer e/ou porque está divertido.
Quando você vê, aquilo já se tornou uma coisa compulsiva
você começa a esquecer do resto, passa a planejar a vida em torno daquilo
e fica dependente do elo que você mesma criou, sem que se desse conta
aos poucos, você percebe que a coisa não está te fazendo bem e que a culpa é sua.
Alguns, por falta de coragem ou acomodação, não deixam o vício
mas eu sei a hora certa de parar
aprendi a me respeitar,
para lutar contra essa complusividade é preciso, antes de tudo, jogar tudo pro alto e repensar: você, os outros, as coisas
e se perguntar: para onde mesmo que eu estava indo antes disso tudo começar?
O que é que eu queria afinal?
Retomo, enfim, a caminhada, a minha trajetória, sem medo de olhar pra frente e sem vontade de olhar pra trás
você começa a fazê-las meio que por brincadeira,
para ter um pouco de diversão naquele momento.
Certo tempo passa e você continua naquilo,
às vezes por falta de outros estímulos,
por falta do que fazer e/ou porque está divertido.
Quando você vê, aquilo já se tornou uma coisa compulsiva
você começa a esquecer do resto, passa a planejar a vida em torno daquilo
e fica dependente do elo que você mesma criou, sem que se desse conta
aos poucos, você percebe que a coisa não está te fazendo bem e que a culpa é sua.
Alguns, por falta de coragem ou acomodação, não deixam o vício
mas eu sei a hora certa de parar
aprendi a me respeitar,
para lutar contra essa complusividade é preciso, antes de tudo, jogar tudo pro alto e repensar: você, os outros, as coisas
e se perguntar: para onde mesmo que eu estava indo antes disso tudo começar?
O que é que eu queria afinal?
Retomo, enfim, a caminhada, a minha trajetória, sem medo de olhar pra frente e sem vontade de olhar pra trás
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