encontros, esbarrões, separações
a vida segue pela cidade
em cartas, frases, desencontros, compromissos marcados e desmarcados
estilhaços de sentimentos espalhados, tristeza, solidão e sofrimento
que se fazem relembrar em alguns gestos desorientados
recordações de fases do sentir, que retornam a cada cena observada,
a cada linha lida de trechos de jornal, que agora se desfiguram ao se molhar
lágrimas que se misturam aos pingos da chuva
inverno dentro de mim
quinta-feira, 15 de julho de 2010
domingo, 4 de julho de 2010
Alteridade não resolvida
Às vezes sinto que não me encaixo em grupo nenhum. Que meu destino será sempre este – ser a estranha em qualquer lugar que eu me situar. Nunca estarei totalmente à vontade, sentindo-me 100% parte daquilo. Porque parte de mim já não sei mais daonde é, sei que é de bem longe, de um tempo que nem eu consigo me lembrar, mas que me dá uma sensação boa, de frio na barriga e me faz sentir especial quando tento me remeter a ele.
É estranho como sempre gostei de ter contato com os grupos “out”. Eu nunca quis ser “in”, sempre achei muito chato e sem graça. O que me atrai é o desvio, o diferente, a possibilidade de criar o novo e mostrar ao “in” que o “out” é muito mais do que ele. Talvez porque venha mesmo do “out” a possibilidade de transformação, por menor que ela seja.
Só que nessa brincadeira de alteridade, você às vezes acaba sem saber direito quem você é e o que você quer...
Sei que o importante é buscar o equilíbrio, coisa que é difícil para mim... sempre gostei de excessos e quando uma coisa que gosto muito começa, é difícil querer parar... muita música, muito risada, muita conversa, muita comida, muita bebida, muitos beijos. E quando estou no fundo do poço também. É preciso algo muito forte para poder me tirar de lá.
Mas é engraçado como essas pessoas às quais eu me ligo também são “out”. cada uma, a seu modo, não está satisfeita com o seu caminho percorrido, com o seu atual lugar no mundo. Sonham em melhorá-lo, em fazer algo por elas mesmas, mas que contribua para a mudança da situação.
Sonham, como eu, em largar tudo, sair por aí, pagar pra ver no que vai dar, vivendo da maneira que o momento proporcionar. E por que não nos juntamos e fazemos isso? Eu acho que se todos nós jogássemos nossos medos e receios no lixo e partíssemos pra vida com toda essa nossa vontade, formaríamos juntos um movimento “out” capaz de realmente fazer a diferença nesse mundo vendido.
É estranho como sempre gostei de ter contato com os grupos “out”. Eu nunca quis ser “in”, sempre achei muito chato e sem graça. O que me atrai é o desvio, o diferente, a possibilidade de criar o novo e mostrar ao “in” que o “out” é muito mais do que ele. Talvez porque venha mesmo do “out” a possibilidade de transformação, por menor que ela seja.
Só que nessa brincadeira de alteridade, você às vezes acaba sem saber direito quem você é e o que você quer...
Sei que o importante é buscar o equilíbrio, coisa que é difícil para mim... sempre gostei de excessos e quando uma coisa que gosto muito começa, é difícil querer parar... muita música, muito risada, muita conversa, muita comida, muita bebida, muitos beijos. E quando estou no fundo do poço também. É preciso algo muito forte para poder me tirar de lá.
Mas é engraçado como essas pessoas às quais eu me ligo também são “out”. cada uma, a seu modo, não está satisfeita com o seu caminho percorrido, com o seu atual lugar no mundo. Sonham em melhorá-lo, em fazer algo por elas mesmas, mas que contribua para a mudança da situação.
Sonham, como eu, em largar tudo, sair por aí, pagar pra ver no que vai dar, vivendo da maneira que o momento proporcionar. E por que não nos juntamos e fazemos isso? Eu acho que se todos nós jogássemos nossos medos e receios no lixo e partíssemos pra vida com toda essa nossa vontade, formaríamos juntos um movimento “out” capaz de realmente fazer a diferença nesse mundo vendido.
sábado, 5 de junho de 2010
Labirinto
"... e a menina corria por entre os corredores, entrava à direita, ia até o fundo, encontrava um vaso com uma plantinha e era o fim daquele caminho. Voltava para trás e recomeçava a brincar de se perder e se encontrar..."
Nem sempre é ruim a gente estar perdido.
Ou melhor, perdido não, estar em meio a um labirinto,
aonde todas as entradas darão em algum lugar.
A gente pode experimentar à vontade aonde cada corredor vai dar.
Ao topar com o fim de um caminho, podemos voltar para trás, recomeçar;
"errar" quantas vezes quiser,
até achar um dos caminhos "certos", que nos levem ao final do labirinto.
E, achando o final, podemos entrar novamente no labirinto,
pela saída ou por outra entrada, para tentar descobrir ourto caminho possível.
O ruim é quando estamos sendo perseguidos no interior deste labirinto por algum monstro, que pode estar escondido em qualquer canto, em qualquer virada.
Isso nos dá uma aflição de querer achar a saída o mais rápido possível e nos tira o raciocínio, pois só tememos topar com o que parece ser capaz de nos devorar lá dentro da confusão toda.
Mas um labirinto sem monstros e sem sustos não seria um labirinto.
E o que torna o sentimento de vitória ao se achar uma saída é a certeza de que fomos mais fortes do que os monstros do labirinto, matando-os, ou fugingo deles coma esperteza e a cautela que levamos conosco.
Nem sempre é ruim a gente estar perdido.
Ou melhor, perdido não, estar em meio a um labirinto,
aonde todas as entradas darão em algum lugar.
A gente pode experimentar à vontade aonde cada corredor vai dar.
Ao topar com o fim de um caminho, podemos voltar para trás, recomeçar;
"errar" quantas vezes quiser,
até achar um dos caminhos "certos", que nos levem ao final do labirinto.
E, achando o final, podemos entrar novamente no labirinto,
pela saída ou por outra entrada, para tentar descobrir ourto caminho possível.
O ruim é quando estamos sendo perseguidos no interior deste labirinto por algum monstro, que pode estar escondido em qualquer canto, em qualquer virada.
Isso nos dá uma aflição de querer achar a saída o mais rápido possível e nos tira o raciocínio, pois só tememos topar com o que parece ser capaz de nos devorar lá dentro da confusão toda.
Mas um labirinto sem monstros e sem sustos não seria um labirinto.
E o que torna o sentimento de vitória ao se achar uma saída é a certeza de que fomos mais fortes do que os monstros do labirinto, matando-os, ou fugingo deles coma esperteza e a cautela que levamos conosco.
quarta-feira, 21 de abril de 2010
2 caminhos. E quantas estradas?
Caminhos que um dia se separaram voltam hoje a se encontrar,
e como que por acaso se descobrem paralelos às vezes, contrários em outras.
A estrado em comum, chega às vezes parecer mero acaso do destino,
mas não acredito em acasos, prefiro crer que estes dois caminhos ainda tem que passar por um bocado de paisagens, obstáculos e provações juntos, para que ambos aprendam e continuem a seguir por aí estradas afora.
É assim que eu vejo uma série de locais passíveis de visitação,
imagino trilhas conjuntas, que tenho certeza que dariam certo,
mas aí lembro que os dois caminhos são muto diferentes
e que jamais vão seguir o traçado que eu imagino, mesmo que possa ser bom.
Tento entender como é possível então que estes dois caminhos ainda corram juntos para certos sentidos. É como se fosse mesmo pra ser, mas não sei... O que está faltando afinal? Talvez só mais experiências em conjunto possam revelar.
Mas e se um dos caminhos resolver desviar da rota? Qual seria o sentido e a vantagem deste desvio, de um não estar disposto a estar disposto a definir o sentido deste traçado conjunto? Ou seria o traçado deste sentido conjunto? Perderia ele muita coisa? Deixaria de aprender outras tantas?
Qual é a parte da estrada de um no caminho do outro?
e como que por acaso se descobrem paralelos às vezes, contrários em outras.
A estrado em comum, chega às vezes parecer mero acaso do destino,
mas não acredito em acasos, prefiro crer que estes dois caminhos ainda tem que passar por um bocado de paisagens, obstáculos e provações juntos, para que ambos aprendam e continuem a seguir por aí estradas afora.
É assim que eu vejo uma série de locais passíveis de visitação,
imagino trilhas conjuntas, que tenho certeza que dariam certo,
mas aí lembro que os dois caminhos são muto diferentes
e que jamais vão seguir o traçado que eu imagino, mesmo que possa ser bom.
Tento entender como é possível então que estes dois caminhos ainda corram juntos para certos sentidos. É como se fosse mesmo pra ser, mas não sei... O que está faltando afinal? Talvez só mais experiências em conjunto possam revelar.
Mas e se um dos caminhos resolver desviar da rota? Qual seria o sentido e a vantagem deste desvio, de um não estar disposto a estar disposto a definir o sentido deste traçado conjunto? Ou seria o traçado deste sentido conjunto? Perderia ele muita coisa? Deixaria de aprender outras tantas?
Qual é a parte da estrada de um no caminho do outro?
segunda-feira, 5 de abril de 2010
lugar en tu almohada
Se só fosse possível repousar em teu peito,
sem precisar buscar palavras, pedir beijos, lutar por um sentimento que já está lá...
e sorrir pela alegria de contemplar os sorrisos
sem sentir vontade de explicar o porquê de tudo isso...
sem precisar buscar palavras, pedir beijos, lutar por um sentimento que já está lá...
e sorrir pela alegria de contemplar os sorrisos
sem sentir vontade de explicar o porquê de tudo isso...
sábado, 3 de abril de 2010
Neurose explicativa, analítica e de julgamento
Depois que parei de acreditar em tuas propostas,
ficou difícil acreditar no meu próprio desejo.
Mesmo assim, ainda sinto falta de um movimento que contradiza
todas as minhas certezas momentâneas e que, paradoxalmente,
confirme todas as minhas vontades secretas.
como se tratasse de uma história mal contada,
como um daqueles artifícios que os autores utilizam
para nos prender ainda mais ao texto e que,
de alguma forma, nos fornecem a certeza
de que ainda há algo por vir,
pois tudo o que passou foi mero recurso
para que se chegue ao ápice da história com mais vontade.
Mas o livro da vida não circunscreve uma história linear de encontros e desencontros.
Às vezes, as reduz a meros papeletes de histórias minúsculas,
cujo sentido nunca poderemos entender, apenas lembrar os sentimentos que mobilizam.
Nestas, não há personagens principais, aqueles que seguem conosco por toda a trama,
e sim, personganes que vão e vêm, chegam e partem, incessantemente.
ficou difícil acreditar no meu próprio desejo.
Mesmo assim, ainda sinto falta de um movimento que contradiza
todas as minhas certezas momentâneas e que, paradoxalmente,
confirme todas as minhas vontades secretas.
como se tratasse de uma história mal contada,
como um daqueles artifícios que os autores utilizam
para nos prender ainda mais ao texto e que,
de alguma forma, nos fornecem a certeza
de que ainda há algo por vir,
pois tudo o que passou foi mero recurso
para que se chegue ao ápice da história com mais vontade.
Mas o livro da vida não circunscreve uma história linear de encontros e desencontros.
Às vezes, as reduz a meros papeletes de histórias minúsculas,
cujo sentido nunca poderemos entender, apenas lembrar os sentimentos que mobilizam.
Nestas, não há personagens principais, aqueles que seguem conosco por toda a trama,
e sim, personganes que vão e vêm, chegam e partem, incessantemente.
sexta-feira, 5 de março de 2010
na estrada de hoje
Hoje eu não quero ouvir nenhuma história sobre um amor que deu certo,
nenhuma opinião a respeito de como levar a vida, de modo a ser o mais feliz possível,
nenhuma ajuda para sair do fundo dos meus pensamentos mais subterrâneos
quero apenas continuar caminhando, em meio a flores e espinhos,
tirando as pedras do caminho, uma a uma,
de forma a poder construir castelos, pontes, torres e estradas,
cultivando sentimentos profundos ao lado daqueles que aparecem no caminho.
nenhuma opinião a respeito de como levar a vida, de modo a ser o mais feliz possível,
nenhuma ajuda para sair do fundo dos meus pensamentos mais subterrâneos
quero apenas continuar caminhando, em meio a flores e espinhos,
tirando as pedras do caminho, uma a uma,
de forma a poder construir castelos, pontes, torres e estradas,
cultivando sentimentos profundos ao lado daqueles que aparecem no caminho.
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