Foi tudo tão mais simples, tão mais leve
que não senti a vontade e a necessidade da solidão
risadas fáceis, sorrisos fartos nos lábios
vieram pra mostrar que não é preciso muito para ser feliz
e que insconscientemente sabemos o que estamos fazendo
quando elegemos nossos gostos e conhecemos pessoas por causa deles,
pois a paixão por alguma atividade acaba unindo as pessoas
e aí, o simples fato de se estar junto acaba fazendo as coisas acontecerem
naturalmente...
como se aquela magia da paixão comum a todos contaminasse positivamente todas as
atividades,construindo um sentido comum para tudo que se vive e se faz em conjunto:
dividiu-se, compartilhou-se, apoiou-se, ajudou-se, respeitou-se
hoje, depois desta experiência conjunta, percebi que nomeamos e damos significado a
isso que vivemos através de uma palavrinha tão pequena e tão pouco considerada...
o pronome "se", que não poderia ter denominação melhor para se referir à amizade
do que "pronome reflexivo recíproco
SP, fim de carnaval 2011
A todos que me ajudaram a conjugar os verbos que exprimem os atos que vivemos
... sentindo-nos, compreendi-a [a amizade], compreendi-me, compreendi-nos...
terça-feira, 8 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Fragmentos
trechos de música – sons ensurdecedores
batidas para ouvir, letras para entender – reflexos de alguns desejos e vontades
dietas e evitações – gestão da saúde e cuidado de si
cheiros, sabores e novos apetites
em meio a isso, um breve torpor de uma dança - alimento para a alma
prazer que pede por explicação
explicação que não existe, pois seu existir já consiste na própria explicação
água, mais água
chuva, leite e café
alergia, inflamações – desequilíbrio
um calendário que passa,
tensões que não evaporam
momentos e lugares que são ilhas de sossego, equilíbrio e harmonia
ambientes tensionados que lutam por afogar essas ilhas
vontade do mar
bobagens cotidianas
compreensão da incapacidade alheia em não fazer nada - abstração, alienação
poder de enrolar e fazer o tempo transcorrer sem acrescentar nada para si para os outros do mundo - pequenos gestos que fazem a diferença, trazem alegria
emoções em movimento – inconstância
descoberta da impossibilidade de um estar junto
o outro, gestão dos afetos
você, explosão do encantamento
de um lado, um comportamento que relembra um erro do passado,
de outro, a antevisão de um outro eu que já não quer a falta de atitude
quando o que fazia sentido já nao faz mais - risadas sem sentido
autoconsciência da força interior - inércia de começar
rejeição da acomodação - encaminhamentos automáticos
saudades de uma viagem, saudades de um lugar
alegria com uma nova viagem, com um novo lugar
vontade de ficar só, vontade morar só
desejo do grupo – pertença
desejo do outro – cura da ausência
desejo de si – amor pelo novo que já existe em mim
reinvenção de pensamentos – mundo reinventado
perda de memória dos desejos anteriores – por que, afinal tudo isso?
feridas já quase cicatrizadas - curativos na alma expostos
feridas abertas e sua manifestação irritante
vontade contínua da mudança
potência interna violenta
Desejo de um texto completo, concreto, conciso e esclarecedor
pedaços de textos mal escritos recortados em papel
fragmentos - resumo de um estado de espírito
batidas para ouvir, letras para entender – reflexos de alguns desejos e vontades
dietas e evitações – gestão da saúde e cuidado de si
cheiros, sabores e novos apetites
em meio a isso, um breve torpor de uma dança - alimento para a alma
prazer que pede por explicação
explicação que não existe, pois seu existir já consiste na própria explicação
água, mais água
chuva, leite e café
alergia, inflamações – desequilíbrio
um calendário que passa,
tensões que não evaporam
momentos e lugares que são ilhas de sossego, equilíbrio e harmonia
ambientes tensionados que lutam por afogar essas ilhas
vontade do mar
bobagens cotidianas
compreensão da incapacidade alheia em não fazer nada - abstração, alienação
poder de enrolar e fazer o tempo transcorrer sem acrescentar nada para si para os outros do mundo - pequenos gestos que fazem a diferença, trazem alegria
emoções em movimento – inconstância
descoberta da impossibilidade de um estar junto
o outro, gestão dos afetos
você, explosão do encantamento
de um lado, um comportamento que relembra um erro do passado,
de outro, a antevisão de um outro eu que já não quer a falta de atitude
quando o que fazia sentido já nao faz mais - risadas sem sentido
autoconsciência da força interior - inércia de começar
rejeição da acomodação - encaminhamentos automáticos
saudades de uma viagem, saudades de um lugar
alegria com uma nova viagem, com um novo lugar
vontade de ficar só, vontade morar só
desejo do grupo – pertença
desejo do outro – cura da ausência
desejo de si – amor pelo novo que já existe em mim
reinvenção de pensamentos – mundo reinventado
perda de memória dos desejos anteriores – por que, afinal tudo isso?
feridas já quase cicatrizadas - curativos na alma expostos
feridas abertas e sua manifestação irritante
vontade contínua da mudança
potência interna violenta
Desejo de um texto completo, concreto, conciso e esclarecedor
pedaços de textos mal escritos recortados em papel
fragmentos - resumo de um estado de espírito
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
o meu futuro é esperar pelo presente de fazer o tempo engatinhar do jeito que eu sempre quis
Observo...
uma cidade que não para
pessoas que caminham, seguem suas vidas...
no degrau de um estabelecimento fechado
um homem prepara num pão o lanche para seu almoço,
enquanto o cachorro que passeia com o dono começa a farejar o sabor de sua comida
Adolescentes prostrados em frente aos muros de uma escola
em seu torpor e formas de agir típicos
rotinas e exceções, novos passos e execuções
nos traços da cidade inquieta
Essa cidade reflete quem sou, o que sinto...
Em meio a tantos acontecimentos minúsculos
cheios de singularidades
anseio pelo tempo que possa ser meu
só para que eu possa desfrutar da minha reflexão
de tudo que parece fútil e sem sentido...
e que a pressa de esperar
pelo que vai acontecer
e querer fazer as coisas acontecerem
possa ser substituída pelo desenrolar natural dos acontecimentos
sem o êxtase do momento,
mas com uma felicidade tranquila
capaz de amolecer qualquer tensão.
SP, 10/02/2011 Angústia
uma cidade que não para
pessoas que caminham, seguem suas vidas...
no degrau de um estabelecimento fechado
um homem prepara num pão o lanche para seu almoço,
enquanto o cachorro que passeia com o dono começa a farejar o sabor de sua comida
Adolescentes prostrados em frente aos muros de uma escola
em seu torpor e formas de agir típicos
rotinas e exceções, novos passos e execuções
nos traços da cidade inquieta
Essa cidade reflete quem sou, o que sinto...
Em meio a tantos acontecimentos minúsculos
cheios de singularidades
anseio pelo tempo que possa ser meu
só para que eu possa desfrutar da minha reflexão
de tudo que parece fútil e sem sentido...
e que a pressa de esperar
pelo que vai acontecer
e querer fazer as coisas acontecerem
possa ser substituída pelo desenrolar natural dos acontecimentos
sem o êxtase do momento,
mas com uma felicidade tranquila
capaz de amolecer qualquer tensão.
SP, 10/02/2011 Angústia
sábado, 29 de janeiro de 2011
Descompasso
(tem horas que) o universo ao meu redor
tenta me mostrar incessantemente do que sou feita
embora seja algo com o que eu tenda e possa me orgulhar,
nem sempre é fácil aceitar a sua própria alteridade perante outros tantos tijolos iguais na parede
Mas quando saio pelo mundo afora e ouço as conversas, observando as atitudes que – por mais que para mim soem mecanizadas demais – são inocentemente executadas por seus sujeitos, sinto um desconforto tremendo em pensar que a vida destas pessoas se resume a aquilo mesmo...
Longe de julgar o rumo que cada um toma para si, essas observações me ajudam a entender ainda mais a minha essência, pois percebo:
- o quanto me irrita ver pessoas vestidas praticamente iguais umas às outras – umas para as outras;
- com os mesmos aparelhos de telefone celular em mãos, postando mensagens, checando ininterruptamente outras;
- discutindo os mesmos assuntos de sempre e achando tudo o mais absolutamente normal
É aí que volto a mim, com a certeza de que ser a Claudia não é para principiantes – exige-se que se saia um pouco da rota traçada por todos, para poder ser e sentir-se melhor, íntegra, completa.
E isso nem todos querem (ou conseguem) compreender... não por sua própria culpa...
mas porque são realmente poucos os que pensam, sentem e agem como se o barato deste mundo fosse muito mais daquilo que as pessoas “normais” consideram existente...
tenta me mostrar incessantemente do que sou feita
embora seja algo com o que eu tenda e possa me orgulhar,
nem sempre é fácil aceitar a sua própria alteridade perante outros tantos tijolos iguais na parede
Mas quando saio pelo mundo afora e ouço as conversas, observando as atitudes que – por mais que para mim soem mecanizadas demais – são inocentemente executadas por seus sujeitos, sinto um desconforto tremendo em pensar que a vida destas pessoas se resume a aquilo mesmo...
Longe de julgar o rumo que cada um toma para si, essas observações me ajudam a entender ainda mais a minha essência, pois percebo:
- o quanto me irrita ver pessoas vestidas praticamente iguais umas às outras – umas para as outras;
- com os mesmos aparelhos de telefone celular em mãos, postando mensagens, checando ininterruptamente outras;
- discutindo os mesmos assuntos de sempre e achando tudo o mais absolutamente normal
É aí que volto a mim, com a certeza de que ser a Claudia não é para principiantes – exige-se que se saia um pouco da rota traçada por todos, para poder ser e sentir-se melhor, íntegra, completa.
E isso nem todos querem (ou conseguem) compreender... não por sua própria culpa...
mas porque são realmente poucos os que pensam, sentem e agem como se o barato deste mundo fosse muito mais daquilo que as pessoas “normais” consideram existente...
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Com-partilhar
É possível sentir saudades de quem a gente mal conhece?
Como se explica a vontade sem tamanho de ser pessoa próxima de alguém?
De saber dos detalhes da vida, do que acontece, de como pensa, sobre o que pensa, do que ri, do que chora, por que se ilude, como se distrai, quais são os problemas pelos quais passa...
Mais do que vontade... necessidade... porque é como se a sua vida precisasse das histórias, dos dilemas da vida da outra pessoa para poder seguir seu rumo, viver suas próprias histórias, resolver seus próprios dilemas.
Como se, na verdade, essas vidas se conversassem há tempos, quando contávamos a nós mesmos os nossos casos, mas só agora puderam se conhecer pessoalmente e compartilhar
E não há dúvida que dilua essa certeza
que mais do que intrigar, revela o quão inevitável é o querer,
o sentir que vem de não sei onde, de não sei quando, mas que se concretiza
após cada gesto e olhar de cumplicidade,
compondo um espectro energético que nos alimenta interiormente,
traçando uma composição perfeita, no qual linhas e curvas dividem caminhos,
pontos e linhas viram figuras bonitas ao se somarem.
Como se explica a vontade sem tamanho de ser pessoa próxima de alguém?
De saber dos detalhes da vida, do que acontece, de como pensa, sobre o que pensa, do que ri, do que chora, por que se ilude, como se distrai, quais são os problemas pelos quais passa...
Mais do que vontade... necessidade... porque é como se a sua vida precisasse das histórias, dos dilemas da vida da outra pessoa para poder seguir seu rumo, viver suas próprias histórias, resolver seus próprios dilemas.
Como se, na verdade, essas vidas se conversassem há tempos, quando contávamos a nós mesmos os nossos casos, mas só agora puderam se conhecer pessoalmente e compartilhar
E não há dúvida que dilua essa certeza
que mais do que intrigar, revela o quão inevitável é o querer,
o sentir que vem de não sei onde, de não sei quando, mas que se concretiza
após cada gesto e olhar de cumplicidade,
compondo um espectro energético que nos alimenta interiormente,
traçando uma composição perfeita, no qual linhas e curvas dividem caminhos,
pontos e linhas viram figuras bonitas ao se somarem.
domingo, 26 de dezembro de 2010
Re-encontros
não sei como nem por quê
dessas coisas que acontecem, que a gente espera, mas não calcula
que no fundo a gente já sabe... que vão acontecer...
volta quem tinha se afastado
reencontram-se aqueles que haviam se perdido
e re-conhecem-se aqueles que mal haviam se conhecido
e tudo isso já não me causa espanto, apenas alegria
em saber que os meus encontros fatídicos nunca são em vão
que as conversas profundas chegam na hora certa
para alegrar minha alma e meu coração,
para me convencer de que estou no caminho certo
na minha evolução
e que tenho muita sorte pelas pessoas que são minhas irmãs
dessas coisas que acontecem, que a gente espera, mas não calcula
que no fundo a gente já sabe... que vão acontecer...
volta quem tinha se afastado
reencontram-se aqueles que haviam se perdido
e re-conhecem-se aqueles que mal haviam se conhecido
e tudo isso já não me causa espanto, apenas alegria
em saber que os meus encontros fatídicos nunca são em vão
que as conversas profundas chegam na hora certa
para alegrar minha alma e meu coração,
para me convencer de que estou no caminho certo
na minha evolução
e que tenho muita sorte pelas pessoas que são minhas irmãs
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Pra manter ou mudar
Toda escolha é uma porção de mim
Porque reflete quem eu sou e do que sou feita
Por isso, a inconstância do querer me deixa assim...
cheia de conflitos existenciais internos
Penso, repenso e me pergunto
se tudo o que passou não teve outro papel que não a experiência
e se nunca vai significar nada...
Pra que temer?
Na hora de decidir
As coisas que são pra manter ou mudar?
Porque reflete quem eu sou e do que sou feita
Por isso, a inconstância do querer me deixa assim...
cheia de conflitos existenciais internos
Penso, repenso e me pergunto
se tudo o que passou não teve outro papel que não a experiência
e se nunca vai significar nada...
Pra que temer?
Na hora de decidir
As coisas que são pra manter ou mudar?
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