A vida enclausurada não é suficiente
é preciso circular, fazer girar sentidos,
que vêm e vão, refazem-se,
Histórias que se reinventam.
No contínuo pulsar do tempo e levar dos ventos.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Carta aos 28
E assim vocês se foram... Mais um ano.
E que bom que descobri no último dia de vocês que eu sou a dona da história. E que isto significa ter o controle do tempo - não de todo o tempo do mundo, mas do tempo que eu quiser.
A vida como aquarela: o vai e vem dos movimentos, arranjos e rearranjos. E eu com um lápis para eu desenhar o que eu quiser. E com o guarda-chuva nas mãos. Não mais o medo da chuva, eu sempre levo o guarda-chuva.
Eu soube, ao longo destes anos todos, prevenir-me e também levar, para além do guarda-chuva, um lápis para comigo. Para eu desenhar o que for preciso para me proteger e escapar dos perigos.
Não gostou, fale. Essa é a lição que eu levo. Sem tê-la clara, fui capaz de conhecer o lado mais obscuro e sombrio de mim mesma. E não gostei. Estou falando agora.
Eu quero o arco-íris. Eu quero todas as coisas que eu quiser pintar. Um colorir para a minha vida. Chega de cinzas.
Voltar a dançar. Na chuva e no sol. Não há mais nada além disso. É desse colorir e descolorir que a vida é feita. Para os 29, quero muita cor.
E que bom que descobri no último dia de vocês que eu sou a dona da história. E que isto significa ter o controle do tempo - não de todo o tempo do mundo, mas do tempo que eu quiser.
A vida como aquarela: o vai e vem dos movimentos, arranjos e rearranjos. E eu com um lápis para eu desenhar o que eu quiser. E com o guarda-chuva nas mãos. Não mais o medo da chuva, eu sempre levo o guarda-chuva.
Eu soube, ao longo destes anos todos, prevenir-me e também levar, para além do guarda-chuva, um lápis para comigo. Para eu desenhar o que for preciso para me proteger e escapar dos perigos.
Não gostou, fale. Essa é a lição que eu levo. Sem tê-la clara, fui capaz de conhecer o lado mais obscuro e sombrio de mim mesma. E não gostei. Estou falando agora.
Eu quero o arco-íris. Eu quero todas as coisas que eu quiser pintar. Um colorir para a minha vida. Chega de cinzas.
Voltar a dançar. Na chuva e no sol. Não há mais nada além disso. É desse colorir e descolorir que a vida é feita. Para os 29, quero muita cor.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Antítese do bem
A gente descobre o que nos faz mal num momento de antítese. Quando simplesmente não estamos em contato com "a coisa".
A vida aí é simples, fácil e leve de se levar...
A vida aí é simples, fácil e leve de se levar...
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
O tempo do não-tempo para si
É duro ir dormir pensando que o dia seguinte será no mínimo muito igual a todos os outros. E que o tempo passará e tudo permanecerá como deve ser. A mudança só se fará sentir no momento em que a ampulheta do tempo das coisas for quebrada. Ou, no mínimo, convertida a enfeite das areias que movem o tempo da vida - a minha vida.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Sorriso na alma
É como se estivesse vendo o mar...
Aquela brisa e a certeza de que assim como as ondas, os acontecimentos vão e vêm, cada um trazendo sua dor e delícia próprias
Vontade de correr pela praia, correr até não aguentar mais.
Vontade também de caminhar, seguir caminhando pela areia, olhando para a imensidão invisível do final da praia, mas sem querer enxergar o fim...
Andar só contemplando a paisagem
Com calma
E certeza
De que fim chegará quando se menos espera
Mas enquanto não chega, a paisagem é bela...
Leveza do ser
Impulso
Vontade de ir em frente
Sorriso na alma
Aquela brisa e a certeza de que assim como as ondas, os acontecimentos vão e vêm, cada um trazendo sua dor e delícia próprias
Vontade de correr pela praia, correr até não aguentar mais.
Vontade também de caminhar, seguir caminhando pela areia, olhando para a imensidão invisível do final da praia, mas sem querer enxergar o fim...
Andar só contemplando a paisagem
Com calma
E certeza
De que fim chegará quando se menos espera
Mas enquanto não chega, a paisagem é bela...
Leveza do ser
Impulso
Vontade de ir em frente
Sorriso na alma
sexta-feira, 13 de julho de 2012
Do fim da tristeza e do que a dança ensina
E ela estava lá, acuada - a menina por de trás da moita, só observando assustada o que acontecida a sua volta. E cada vez mais, a cada vez que se defrontava com o desagradável, o não desejado, com aquilo que incomodava, tratava de absorver tudo aquilo, como numa necessidade esquisita de "fagocitar" o mal... Mas por mais boa que a menina fosse, não conseguiria jamais realizar a proeza de não se afetar com tudo aquilo - então adoecia.
Nestes momentos de convalescença, nada mais vinha a sua cabeça além da sensação triste de que além de não ter sido capaz de matar o mal, o mal a estava transformando em algo muito diferente do que era e do que gostaria ser. E os momentos bons eram vividos com medo, e os maus esperados como num combate - era preciso reagir a todo momento...
Nada mais injusto, pensava a menina, ela, tão boa, sofrendo as consequências da maldade das pessoas e do mundo. Não entendia, porém, que não precisava querer abraçar todos os males do mundo - tantos eram os estímulos, e tantas as situações desagradáveis, que ela não via como não reagir daquela forma. E aí caía e ficava lá n chão, mais uma vez à espreita, na moita, esperando pelo pior... não havia remédio que curasse toda aquela dor.
Certo dia, a menina sentiu saudades de suas aventuras, risadas e de como era livre despreocupadamente... E neste momento se espantou de como havia sido forte um dia. Forte a ponto de não deixar que nada, por mais esquisito que fosse, se aproximar e a derrubar.
Foi assim que, como boa dançarina que era, resolveu fazer sua dor dançar. E ela, dançou junto - da forma como havia aprendido com seus mestres: sem perder o equilíbrio e sem medo de encarar de frente o parceiro, crescendo e trazendo para a dança toda aquela energia, vontade de viver e leveza que possuía em seu interior, revelando-se em cada passo e cada gesto como a dama que faz e acontece - a rainha do baile.
Pois não importava que o parceiro fosse ruim, cabia a ela ser o que era, olhar pra dentro e fazer o que fosse para transmitir a sua verdade. E ela era boa! E a dança a ajudava a trazer tudo aquilo que estava ali, naquele fundinho, guardado, mas que se ampliado não deixava margem pra que nenhuma dor, tristeza ou medo se aproximasse. E assim, ninguém a segurava - segura de si que era, por estar lidando com o que de mais real e sincero brotava de sua alma. Dançando, ela era ela, mais do que nunca...
Afinal, ela era muito feliz - por ser quem era e por resgatar tudo aquilo. Aquilo que a fazia sorrir e viver na leveza de antes...Do resto,o tudo havia sido um processo de reconhecer o mal... e aprender que seria preciso encará-lo nada além de um parceiro de dança - que vem e que vai quando se acaba a música.
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Nestes momentos de convalescença, nada mais vinha a sua cabeça além da sensação triste de que além de não ter sido capaz de matar o mal, o mal a estava transformando em algo muito diferente do que era e do que gostaria ser. E os momentos bons eram vividos com medo, e os maus esperados como num combate - era preciso reagir a todo momento...
Nada mais injusto, pensava a menina, ela, tão boa, sofrendo as consequências da maldade das pessoas e do mundo. Não entendia, porém, que não precisava querer abraçar todos os males do mundo - tantos eram os estímulos, e tantas as situações desagradáveis, que ela não via como não reagir daquela forma. E aí caía e ficava lá n chão, mais uma vez à espreita, na moita, esperando pelo pior... não havia remédio que curasse toda aquela dor.
Certo dia, a menina sentiu saudades de suas aventuras, risadas e de como era livre despreocupadamente... E neste momento se espantou de como havia sido forte um dia. Forte a ponto de não deixar que nada, por mais esquisito que fosse, se aproximar e a derrubar.
Foi assim que, como boa dançarina que era, resolveu fazer sua dor dançar. E ela, dançou junto - da forma como havia aprendido com seus mestres: sem perder o equilíbrio e sem medo de encarar de frente o parceiro, crescendo e trazendo para a dança toda aquela energia, vontade de viver e leveza que possuía em seu interior, revelando-se em cada passo e cada gesto como a dama que faz e acontece - a rainha do baile.
Pois não importava que o parceiro fosse ruim, cabia a ela ser o que era, olhar pra dentro e fazer o que fosse para transmitir a sua verdade. E ela era boa! E a dança a ajudava a trazer tudo aquilo que estava ali, naquele fundinho, guardado, mas que se ampliado não deixava margem pra que nenhuma dor, tristeza ou medo se aproximasse. E assim, ninguém a segurava - segura de si que era, por estar lidando com o que de mais real e sincero brotava de sua alma. Dançando, ela era ela, mais do que nunca...
Afinal, ela era muito feliz - por ser quem era e por resgatar tudo aquilo. Aquilo que a fazia sorrir e viver na leveza de antes...Do resto,o tudo havia sido um processo de reconhecer o mal... e aprender que seria preciso encará-lo nada além de um parceiro de dança - que vem e que vai quando se acaba a música.
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quarta-feira, 4 de julho de 2012
Do tempo da colheita
Aos poucos, o resgate vai ficando mais claro... escolhas tomadas anteriormente vão recuperando o sentido, depois de uma série de vivências que com suas alegrias e sofrimentos, trouxeram mais do que nunca a certeza que se está no rumo certo. A estrada é mesmo tortuosa, não é fácil o caminho que leva á autonomia do pensar, mas o importante é que ao longo de seu andar, aprendemos a lidar com nossos próprios medos e valorizar o que aos poucos nos vai sendo concedido. É hora de começar a colher os frutos semeados num momento em que nem se pensava em crise...
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