danço danço danço
não me canso de rodar
na hora do baile, o que vale é aproveitar,
se deixar levar.
não tenho mais medo de errar.
a dança mexeu comigo,
baleou minha razão e aguçou minha emoção,
pois é preciso sentir,
pra entender a condução.
sentindo o outro e o "eu"
a rodar pelo salão,
corpos unidos num só
movimento com razão
compreendi que a vida é desejo,
é arte, é fogo, é paixão
e a dança apenas expressa
o que há tempos levamos no coração.
terça-feira, 25 de agosto de 2009
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
um passeio no reino dos prazeres
Um encontro, olhares
Explosão de sentimentos indescritíveis, apenas passiveis de serem sentidos
Ela procurava disfarçar a delícia o medo ao vê-lo fita-la sem parar
Ele, ao perceber que ela havia reparado, disfarçava seu desejo através de uma atitude de liderança ativa
O que ambos não sabiam era que pouco conseguiriam sucumbir às intempéries de uma atração quase que irremediável
E por que levar em consideração o “quase”?
Talvez fosse só uma aventura
Talvez passasse depois de um mês ou de uma noite
O que eles não achavam justo era ter que colocar tudo isso no campo do “quase irremediável”
Há coisa mais cara e difícil de se pagar do que o preço do arrependimento de um desejo não realizado?
Os dois tinham muita riqueza e preferiram esbanjá-la em apostas no reino dos prazeres
Explosão de sentimentos indescritíveis, apenas passiveis de serem sentidos
Ela procurava disfarçar a delícia o medo ao vê-lo fita-la sem parar
Ele, ao perceber que ela havia reparado, disfarçava seu desejo através de uma atitude de liderança ativa
O que ambos não sabiam era que pouco conseguiriam sucumbir às intempéries de uma atração quase que irremediável
E por que levar em consideração o “quase”?
Talvez fosse só uma aventura
Talvez passasse depois de um mês ou de uma noite
O que eles não achavam justo era ter que colocar tudo isso no campo do “quase irremediável”
Há coisa mais cara e difícil de se pagar do que o preço do arrependimento de um desejo não realizado?
Os dois tinham muita riqueza e preferiram esbanjá-la em apostas no reino dos prazeres
quarta-feira, 8 de julho de 2009
invenção de pensamentos
O clima era quente - não aquele calor que incomodasse a alma e os sentidos - mas o que proporciona um alívio ao se chegar num lugar mais fresco, quando os movimentos cessam...
Caminho debaixo do sol, ao longo de ruas, atravessando multidões sem deixar de observar alguns detalhes que alguns de transeuntes deixam transparecer de forma menos implícita.
A observação dos outros, da vida correndo, do tempo passando em meio às atividades do dia-a-dia dos outros me acalma. Gosto de parar por segundos para dar espaço á manifestação de meus devaneios que surgem destas observações. Gosto de coisas - de ficar imaginando-as para além de sua condição de objetos - gosto de vê-las interagir com humanos, de fazê-los agir, de serem as fontes da ação. Dá a sensação de que, por mais sozinha que esteja, seja acompanhada por "outros", pois cada ação minha está ligada a uma série de múltiplos encadeamentos que envolvem coisas e pessoas.
A solidão desdes momentos se estende até quando eu tiver que ser interrompida para fazer algo. Mas enquanto esse momento não chega delicio-me com a miríade de mundos e histórias que crio dentro de mim, muitas vezes inserindo-me intrinsecamente nas vidas dos outros, de uma maneira até covarde, pois eles mal podem imaginar que me deram essa liberdade. Gosto de histórias - de acompanhar seus desdobramentos, de me imaginar nelas.
Paro por um instante, fito-me no espelho e é como se compartilhasse comigo mesma os segredos que eu não me canso de inventar.
Caminho debaixo do sol, ao longo de ruas, atravessando multidões sem deixar de observar alguns detalhes que alguns de transeuntes deixam transparecer de forma menos implícita.
A observação dos outros, da vida correndo, do tempo passando em meio às atividades do dia-a-dia dos outros me acalma. Gosto de parar por segundos para dar espaço á manifestação de meus devaneios que surgem destas observações. Gosto de coisas - de ficar imaginando-as para além de sua condição de objetos - gosto de vê-las interagir com humanos, de fazê-los agir, de serem as fontes da ação. Dá a sensação de que, por mais sozinha que esteja, seja acompanhada por "outros", pois cada ação minha está ligada a uma série de múltiplos encadeamentos que envolvem coisas e pessoas.
A solidão desdes momentos se estende até quando eu tiver que ser interrompida para fazer algo. Mas enquanto esse momento não chega delicio-me com a miríade de mundos e histórias que crio dentro de mim, muitas vezes inserindo-me intrinsecamente nas vidas dos outros, de uma maneira até covarde, pois eles mal podem imaginar que me deram essa liberdade. Gosto de histórias - de acompanhar seus desdobramentos, de me imaginar nelas.
Paro por um instante, fito-me no espelho e é como se compartilhasse comigo mesma os segredos que eu não me canso de inventar.
terça-feira, 30 de junho de 2009
inputs outputs
Interiorizo-me no externo,
pois é só no contato com o mundo que o íntimo se revela
e a linguagem oculta da minha alma se faz aparente.
Quando rio, falo, danço e olho
Mas que percebo só quando calo.
pois é só no contato com o mundo que o íntimo se revela
e a linguagem oculta da minha alma se faz aparente.
Quando rio, falo, danço e olho
Mas que percebo só quando calo.
sábado, 13 de junho de 2009
Cansaço
Tem horas que a gente cansa.
Cansa de esperar pela situação ideal, pela conversa ideal, pelos encontros pré-programados, imaginados uma semana antes em nossas cabeças.
Porque quando estas situações todas estão prestes a acontecer, a gente entra em desespero: vai acontetecer! E agora?? Será que era desse jeito mesmo que eu queria?
- Não, não era. O que se queria, o "como" se queria não existe na verdade. Só em nossas cabeças. E é por não aguentarmos de ansiedade que projetamos coisas em nossos sonhos. Com isso, toda a magia que poderia haver no acontecimento se esvai.
está na hora de tirar certas cosias da cabeça, de fazer uma limpeza profunda em certos ranços que estão lá me incomodando.
é difícil ficar à mercê dos acontecimentos futuros, sem projetar, sem se cansar de esperar. Sem esquecer que o que basta é viver.
Cansa de esperar pela situação ideal, pela conversa ideal, pelos encontros pré-programados, imaginados uma semana antes em nossas cabeças.
Porque quando estas situações todas estão prestes a acontecer, a gente entra em desespero: vai acontetecer! E agora?? Será que era desse jeito mesmo que eu queria?
- Não, não era. O que se queria, o "como" se queria não existe na verdade. Só em nossas cabeças. E é por não aguentarmos de ansiedade que projetamos coisas em nossos sonhos. Com isso, toda a magia que poderia haver no acontecimento se esvai.
está na hora de tirar certas cosias da cabeça, de fazer uma limpeza profunda em certos ranços que estão lá me incomodando.
é difícil ficar à mercê dos acontecimentos futuros, sem projetar, sem se cansar de esperar. Sem esquecer que o que basta é viver.
quarta-feira, 22 de abril de 2009
Aos 25... (notações para a posteridade)
Aos 25 comecei a me cobrar mais por coisas que eu já deveria ter feito
Parei pra pensar que estou ficando velha
Comecei a me preocupar com meu futuro
Fiquei com vontade de casar e ter filhos um dia
Tive medo dessa minha vontade.
Aos 25 percebi que já sou uma mulher feita
Que teoricamente não precisaria mais de ninguém para me sustentar
e que para isso tenho que correr atrás do que quero
Tenho que garantir o que é meu
Antes que o meu sonho se esvaia.
Tomei consciência de que realmente são poucas as coisas e pessoas que me agradam
E que é preciso valorizá-las ao máximo
Comecei a ter saudades do que já vivenciei
Mas a ânsia por vivenciar ainda mais aumentou
Pois o sentido da passagem do tempo se alterou.
Aos 25 me vi na frente de muitos de minha idade
Me vi futura mestre sem saber o que fazer com o diploma
Cansei de ser vista apenas como estudante
Cansei da vida de cientista
Tive vontade de procurar e ter um emprego de verdadede ganhar dinheiro, pra mostrar que sou independente.
Por conta disso, encontrei-me no meio de uma encruzilhada
Sofri com a opção que foi mais sorte lançada do que uma escolha premeditada
Ansiei por um resultado do qual mal sabia as conseqüências
Mas como forma de me convencer de que era um sinal para aonde deveria seguir
Caminho, ainda assim, não conhecido. Apenas arriscado.
Aos 25 percebi que havia parado no tempo
Que era mais burra em algumas coisas do que imaginava
Que era mais recatada do que gostaria
Que era mais inocente do que as mulheres de 25
E que a minha inexperiência ainda renderia muitos erros e acertos.
Que ainda passaria por muitas gafes
Que os frios na barriga estavam apenas começando
Que os tombos machucavam mesmo
E as vitórias parecem cada vez mais difíceis
Mas as comemorações são melhores.
Descobri que tinha muito medo do que não deveria ter
Que precisaria acreditar mais em mim
Que a gente acaba forjando as situações a partir do que a gente mostra pros outros
E que isso pode gerar pseudo-milagres ou situações deprimentes
E para encarar tudo isso, a auto-estima é fundamental
Aos 25, vivenciei na pele que a bela adormecida um dia acorda
E aí tem que correr atrás do prejuízo
Mas que a ingenuidade e a força de vontade com a qual conta
é mais do que vantagem em certos momentos
e isso que falta à maioria das mulheres de 25.
Parei pra pensar que estou ficando velha
Comecei a me preocupar com meu futuro
Fiquei com vontade de casar e ter filhos um dia
Tive medo dessa minha vontade.
Aos 25 percebi que já sou uma mulher feita
Que teoricamente não precisaria mais de ninguém para me sustentar
e que para isso tenho que correr atrás do que quero
Tenho que garantir o que é meu
Antes que o meu sonho se esvaia.
Tomei consciência de que realmente são poucas as coisas e pessoas que me agradam
E que é preciso valorizá-las ao máximo
Comecei a ter saudades do que já vivenciei
Mas a ânsia por vivenciar ainda mais aumentou
Pois o sentido da passagem do tempo se alterou.
Aos 25 me vi na frente de muitos de minha idade
Me vi futura mestre sem saber o que fazer com o diploma
Cansei de ser vista apenas como estudante
Cansei da vida de cientista
Tive vontade de procurar e ter um emprego de verdadede ganhar dinheiro, pra mostrar que sou independente.
Por conta disso, encontrei-me no meio de uma encruzilhada
Sofri com a opção que foi mais sorte lançada do que uma escolha premeditada
Ansiei por um resultado do qual mal sabia as conseqüências
Mas como forma de me convencer de que era um sinal para aonde deveria seguir
Caminho, ainda assim, não conhecido. Apenas arriscado.
Aos 25 percebi que havia parado no tempo
Que era mais burra em algumas coisas do que imaginava
Que era mais recatada do que gostaria
Que era mais inocente do que as mulheres de 25
E que a minha inexperiência ainda renderia muitos erros e acertos.
Que ainda passaria por muitas gafes
Que os frios na barriga estavam apenas começando
Que os tombos machucavam mesmo
E as vitórias parecem cada vez mais difíceis
Mas as comemorações são melhores.
Descobri que tinha muito medo do que não deveria ter
Que precisaria acreditar mais em mim
Que a gente acaba forjando as situações a partir do que a gente mostra pros outros
E que isso pode gerar pseudo-milagres ou situações deprimentes
E para encarar tudo isso, a auto-estima é fundamental
Aos 25, vivenciei na pele que a bela adormecida um dia acorda
E aí tem que correr atrás do prejuízo
Mas que a ingenuidade e a força de vontade com a qual conta
é mais do que vantagem em certos momentos
e isso que falta à maioria das mulheres de 25.
sábado, 18 de abril de 2009
incompletude
Nunca fui saudosista de minhas antepassadas
Tampouco tive vontade de viver em outra época
Mas confesso que deve haver algo de errado com o espírito do nosso tempo
Antes, a única preocupação era arrumar um noivo
Hoje, vejo as mulheres se matando de trabalhar, para poder provar que são independentes
Muitas se aborrecem por estar fazendo uma coisa que não sabem bem se é o que querem
Outras nem têm tempo para pensar nisso.
O importante é ter um salário para poder satisfazer seus luxos.
Não vejo nada de mal no luxo em si
Mas não gosto de ver tanta gente lutando tanto, contra si e dentro de si para mudar
Para fazer planos para um futuro pré-programado
Sem sonhos, sem riscos, sem novidade
Fico me perguntando, afinal, qual é o sentido de tudo isso?
Vale tanto assim lutar para juntar dinheiro, para ter um lar, para construir uma vida de classe média?
Não seria mais fácil pensar em ganhar só o que se precisa para viver?
Um aluguel, umas roupas, umas viagens, uns restaurantes de vez em quando, alguma diversão?
Porque de repente, a vida passa e a gente fica velho e vê que tem um monte de coisas que a gente lutou para conquistar... ah, como essas conquistas fizeram a gente sofrer, a gente amargurar, a gente sufocar os sonhos de arriscar um pouco mais....
Se não foram as risadas
Se não foram as viagens
Se não foram as baladas
Se não foram os amigos
Se não foram os amores
Tampouco as posses os serão.
Qual o sentido de nos aborrecermos com tão pouco?
de lamentarmos o possível fracasso de nosso enorme esforço para demonstrarmos nossa produtividade e utilidade, para mostrarmos que estamos ralando e conseguindo resistir bravamente, apesar de tudo?
No final tudo aprece tão à toa... parecemos figurantes, uns marionetes bestas aqui que vieram e não fizeram anda para tornar a sua vida e a dos outros um pouco mais interessante.
Tampouco tive vontade de viver em outra época
Mas confesso que deve haver algo de errado com o espírito do nosso tempo
Antes, a única preocupação era arrumar um noivo
Hoje, vejo as mulheres se matando de trabalhar, para poder provar que são independentes
Muitas se aborrecem por estar fazendo uma coisa que não sabem bem se é o que querem
Outras nem têm tempo para pensar nisso.
O importante é ter um salário para poder satisfazer seus luxos.
Não vejo nada de mal no luxo em si
Mas não gosto de ver tanta gente lutando tanto, contra si e dentro de si para mudar
Para fazer planos para um futuro pré-programado
Sem sonhos, sem riscos, sem novidade
Fico me perguntando, afinal, qual é o sentido de tudo isso?
Vale tanto assim lutar para juntar dinheiro, para ter um lar, para construir uma vida de classe média?
Não seria mais fácil pensar em ganhar só o que se precisa para viver?
Um aluguel, umas roupas, umas viagens, uns restaurantes de vez em quando, alguma diversão?
Porque de repente, a vida passa e a gente fica velho e vê que tem um monte de coisas que a gente lutou para conquistar... ah, como essas conquistas fizeram a gente sofrer, a gente amargurar, a gente sufocar os sonhos de arriscar um pouco mais....
Se não foram as risadas
Se não foram as viagens
Se não foram as baladas
Se não foram os amigos
Se não foram os amores
Tampouco as posses os serão.
Qual o sentido de nos aborrecermos com tão pouco?
de lamentarmos o possível fracasso de nosso enorme esforço para demonstrarmos nossa produtividade e utilidade, para mostrarmos que estamos ralando e conseguindo resistir bravamente, apesar de tudo?
No final tudo aprece tão à toa... parecemos figurantes, uns marionetes bestas aqui que vieram e não fizeram anda para tornar a sua vida e a dos outros um pouco mais interessante.
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