"... e a menina corria por entre os corredores, entrava à direita, ia até o fundo, encontrava um vaso com uma plantinha e era o fim daquele caminho. Voltava para trás e recomeçava a brincar de se perder e se encontrar..."
Nem sempre é ruim a gente estar perdido.
Ou melhor, perdido não, estar em meio a um labirinto,
aonde todas as entradas darão em algum lugar.
A gente pode experimentar à vontade aonde cada corredor vai dar.
Ao topar com o fim de um caminho, podemos voltar para trás, recomeçar;
"errar" quantas vezes quiser,
até achar um dos caminhos "certos", que nos levem ao final do labirinto.
E, achando o final, podemos entrar novamente no labirinto,
pela saída ou por outra entrada, para tentar descobrir ourto caminho possível.
O ruim é quando estamos sendo perseguidos no interior deste labirinto por algum monstro, que pode estar escondido em qualquer canto, em qualquer virada.
Isso nos dá uma aflição de querer achar a saída o mais rápido possível e nos tira o raciocínio, pois só tememos topar com o que parece ser capaz de nos devorar lá dentro da confusão toda.
Mas um labirinto sem monstros e sem sustos não seria um labirinto.
E o que torna o sentimento de vitória ao se achar uma saída é a certeza de que fomos mais fortes do que os monstros do labirinto, matando-os, ou fugingo deles coma esperteza e a cautela que levamos conosco.
sábado, 5 de junho de 2010
quarta-feira, 21 de abril de 2010
2 caminhos. E quantas estradas?
Caminhos que um dia se separaram voltam hoje a se encontrar,
e como que por acaso se descobrem paralelos às vezes, contrários em outras.
A estrado em comum, chega às vezes parecer mero acaso do destino,
mas não acredito em acasos, prefiro crer que estes dois caminhos ainda tem que passar por um bocado de paisagens, obstáculos e provações juntos, para que ambos aprendam e continuem a seguir por aí estradas afora.
É assim que eu vejo uma série de locais passíveis de visitação,
imagino trilhas conjuntas, que tenho certeza que dariam certo,
mas aí lembro que os dois caminhos são muto diferentes
e que jamais vão seguir o traçado que eu imagino, mesmo que possa ser bom.
Tento entender como é possível então que estes dois caminhos ainda corram juntos para certos sentidos. É como se fosse mesmo pra ser, mas não sei... O que está faltando afinal? Talvez só mais experiências em conjunto possam revelar.
Mas e se um dos caminhos resolver desviar da rota? Qual seria o sentido e a vantagem deste desvio, de um não estar disposto a estar disposto a definir o sentido deste traçado conjunto? Ou seria o traçado deste sentido conjunto? Perderia ele muita coisa? Deixaria de aprender outras tantas?
Qual é a parte da estrada de um no caminho do outro?
e como que por acaso se descobrem paralelos às vezes, contrários em outras.
A estrado em comum, chega às vezes parecer mero acaso do destino,
mas não acredito em acasos, prefiro crer que estes dois caminhos ainda tem que passar por um bocado de paisagens, obstáculos e provações juntos, para que ambos aprendam e continuem a seguir por aí estradas afora.
É assim que eu vejo uma série de locais passíveis de visitação,
imagino trilhas conjuntas, que tenho certeza que dariam certo,
mas aí lembro que os dois caminhos são muto diferentes
e que jamais vão seguir o traçado que eu imagino, mesmo que possa ser bom.
Tento entender como é possível então que estes dois caminhos ainda corram juntos para certos sentidos. É como se fosse mesmo pra ser, mas não sei... O que está faltando afinal? Talvez só mais experiências em conjunto possam revelar.
Mas e se um dos caminhos resolver desviar da rota? Qual seria o sentido e a vantagem deste desvio, de um não estar disposto a estar disposto a definir o sentido deste traçado conjunto? Ou seria o traçado deste sentido conjunto? Perderia ele muita coisa? Deixaria de aprender outras tantas?
Qual é a parte da estrada de um no caminho do outro?
segunda-feira, 5 de abril de 2010
lugar en tu almohada
Se só fosse possível repousar em teu peito,
sem precisar buscar palavras, pedir beijos, lutar por um sentimento que já está lá...
e sorrir pela alegria de contemplar os sorrisos
sem sentir vontade de explicar o porquê de tudo isso...
sem precisar buscar palavras, pedir beijos, lutar por um sentimento que já está lá...
e sorrir pela alegria de contemplar os sorrisos
sem sentir vontade de explicar o porquê de tudo isso...
sábado, 3 de abril de 2010
Neurose explicativa, analítica e de julgamento
Depois que parei de acreditar em tuas propostas,
ficou difícil acreditar no meu próprio desejo.
Mesmo assim, ainda sinto falta de um movimento que contradiza
todas as minhas certezas momentâneas e que, paradoxalmente,
confirme todas as minhas vontades secretas.
como se tratasse de uma história mal contada,
como um daqueles artifícios que os autores utilizam
para nos prender ainda mais ao texto e que,
de alguma forma, nos fornecem a certeza
de que ainda há algo por vir,
pois tudo o que passou foi mero recurso
para que se chegue ao ápice da história com mais vontade.
Mas o livro da vida não circunscreve uma história linear de encontros e desencontros.
Às vezes, as reduz a meros papeletes de histórias minúsculas,
cujo sentido nunca poderemos entender, apenas lembrar os sentimentos que mobilizam.
Nestas, não há personagens principais, aqueles que seguem conosco por toda a trama,
e sim, personganes que vão e vêm, chegam e partem, incessantemente.
ficou difícil acreditar no meu próprio desejo.
Mesmo assim, ainda sinto falta de um movimento que contradiza
todas as minhas certezas momentâneas e que, paradoxalmente,
confirme todas as minhas vontades secretas.
como se tratasse de uma história mal contada,
como um daqueles artifícios que os autores utilizam
para nos prender ainda mais ao texto e que,
de alguma forma, nos fornecem a certeza
de que ainda há algo por vir,
pois tudo o que passou foi mero recurso
para que se chegue ao ápice da história com mais vontade.
Mas o livro da vida não circunscreve uma história linear de encontros e desencontros.
Às vezes, as reduz a meros papeletes de histórias minúsculas,
cujo sentido nunca poderemos entender, apenas lembrar os sentimentos que mobilizam.
Nestas, não há personagens principais, aqueles que seguem conosco por toda a trama,
e sim, personganes que vão e vêm, chegam e partem, incessantemente.
sexta-feira, 5 de março de 2010
na estrada de hoje
Hoje eu não quero ouvir nenhuma história sobre um amor que deu certo,
nenhuma opinião a respeito de como levar a vida, de modo a ser o mais feliz possível,
nenhuma ajuda para sair do fundo dos meus pensamentos mais subterrâneos
quero apenas continuar caminhando, em meio a flores e espinhos,
tirando as pedras do caminho, uma a uma,
de forma a poder construir castelos, pontes, torres e estradas,
cultivando sentimentos profundos ao lado daqueles que aparecem no caminho.
nenhuma opinião a respeito de como levar a vida, de modo a ser o mais feliz possível,
nenhuma ajuda para sair do fundo dos meus pensamentos mais subterrâneos
quero apenas continuar caminhando, em meio a flores e espinhos,
tirando as pedras do caminho, uma a uma,
de forma a poder construir castelos, pontes, torres e estradas,
cultivando sentimentos profundos ao lado daqueles que aparecem no caminho.
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Pois pensamentos inúteis nao servem pra nada.
Mexo, remexo sites da Internet,
abro e fecho a mesma janela várias vezes,
tento ler parágrafos de livros, notícias,
começo tarefas inacabadas,
à procura de uma novidade que me alheie de meus pensamentos.
Mas não adianta fugir de mim mesma, da ideia que bate e rebate em minha mente,
do sentimento de solidão e da falta de coragem de empreender algo sozinha.
Talvez coragem não seja a palavra certa. Trata-se mais de um desânimo em saber que ainda estou engatinhando com relação às sociabilidades.
É interessante como isto me causa mais vontade ainda de me fechar para o mundo,
como se não bastasse a situação que me prende em apuros.
Eu gosto da solidão. Mas às vezes o mundo te mostra que não falta nada.
O que falta é você, se abrir mais para ele, saltar a janela e ir a seu encontro.
E quando já tiver tudo misturado – sua vida, o mundo, as pessoas – e você não sentir mais vontade de separá-los, é que aí você pode ser pego de surpresa.
Ao querer reservar um tempo para pensar nas suas coisas, ao viajar com expectativas que não tem sentido, a não ser na sua cabeça, perceberá como estes momentos serão felizmente interrompidos pela presença dos outros em sua vida.
abro e fecho a mesma janela várias vezes,
tento ler parágrafos de livros, notícias,
começo tarefas inacabadas,
à procura de uma novidade que me alheie de meus pensamentos.
Mas não adianta fugir de mim mesma, da ideia que bate e rebate em minha mente,
do sentimento de solidão e da falta de coragem de empreender algo sozinha.
Talvez coragem não seja a palavra certa. Trata-se mais de um desânimo em saber que ainda estou engatinhando com relação às sociabilidades.
É interessante como isto me causa mais vontade ainda de me fechar para o mundo,
como se não bastasse a situação que me prende em apuros.
Eu gosto da solidão. Mas às vezes o mundo te mostra que não falta nada.
O que falta é você, se abrir mais para ele, saltar a janela e ir a seu encontro.
E quando já tiver tudo misturado – sua vida, o mundo, as pessoas – e você não sentir mais vontade de separá-los, é que aí você pode ser pego de surpresa.
Ao querer reservar um tempo para pensar nas suas coisas, ao viajar com expectativas que não tem sentido, a não ser na sua cabeça, perceberá como estes momentos serão felizmente interrompidos pela presença dos outros em sua vida.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Retrato de uma terça de carnaval: entre o visto e o apreendido
À procura de uns sambas, topei com uma senhora - austera, imponente, mas aberta a perguntas. Era só chegar com jeito e começar a conversar para aquela austeridade toda se dissolver e se reverter em outra coisa.
Foi assim que comecei a viajar... percorrer suas ruas - as veias de suas entranhas, - reparar nos detalhes de seus prédios cuja diferença explícita compõe em seu conjunto uma paisagem lógica, com sentido, mas nem sempre tão compreensível para quem olha de longe, à primeira vista. Era como numa hipnose - quanto mais procurava entender o que estava vendo e achar o meu destino, mais me perdia e me fascinava com os labirintos que se formavam a minha frente. Até que desisti e me entreguei aos caprichos dos caminhos. Seriam eles que me conduziriam daqui pra frente - não qualquer caminho, mas aqueles que mexiam com meus sentidos, coisas que eu nem sei explicar como e por que.
E do mistério nasceu a sensação de que nesta cidade, como na vida, não basta saber, conhecer e seguir o que este conhecimento ou a experiência te diz. O interessante é se deixar levar pelo desconhecido (sim, aquela força que parece magnética, mas sem muita explicação física, mas sim energética), seguir aquilo que nos atrai e ver como isso se relaciona com o nosso contexto já pronto para criar uma outra realidade.
Agora, sei que saí, não buscando o carnaval, mas sim tentando retomar esses meus sentimentos mais curiosos, mais profundos por algo que ainda não sei bem o que e como é, mas que é preciso explorar para poder significar.
-------------
E no samba fez-se a alegria,
o convite da fantasia
sem querer, revelou-se a mim
que mal sabia, mas queria mesmo assim
Foi assim que comecei a viajar... percorrer suas ruas - as veias de suas entranhas, - reparar nos detalhes de seus prédios cuja diferença explícita compõe em seu conjunto uma paisagem lógica, com sentido, mas nem sempre tão compreensível para quem olha de longe, à primeira vista. Era como numa hipnose - quanto mais procurava entender o que estava vendo e achar o meu destino, mais me perdia e me fascinava com os labirintos que se formavam a minha frente. Até que desisti e me entreguei aos caprichos dos caminhos. Seriam eles que me conduziriam daqui pra frente - não qualquer caminho, mas aqueles que mexiam com meus sentidos, coisas que eu nem sei explicar como e por que.
E do mistério nasceu a sensação de que nesta cidade, como na vida, não basta saber, conhecer e seguir o que este conhecimento ou a experiência te diz. O interessante é se deixar levar pelo desconhecido (sim, aquela força que parece magnética, mas sem muita explicação física, mas sim energética), seguir aquilo que nos atrai e ver como isso se relaciona com o nosso contexto já pronto para criar uma outra realidade.
Agora, sei que saí, não buscando o carnaval, mas sim tentando retomar esses meus sentimentos mais curiosos, mais profundos por algo que ainda não sei bem o que e como é, mas que é preciso explorar para poder significar.
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E no samba fez-se a alegria,
o convite da fantasia
sem querer, revelou-se a mim
que mal sabia, mas queria mesmo assim
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