Era um não como outro qualquer...
ou seria, se não tivesse percebido que o não, na verdade, era para ela mesma
Não à abertura despretenciosa ao interesse alheio
Não à chama de quase não ser nada que estava imaginando
Não ao desejo inconsciente e curioso sobre uma meia verdade enunciada
Não ao dar-se essa chance a si mesma
Não ao simples pagar para ver
Era apenas uma incerteza,
mas que só seria incerta enquanto estivesse afastada da concretude
No mais, tinha tudo para se render como a obviedade mais óbvia do mundo
Era tudo tão inimaginável que ela começou a concluir que são dessas situações mais improváveis que saem as lindas pérolas, os mais lindos castelos, os mais densos romances...
15/08/2011 Duvidando de mim mesma
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
quarta-feira, 20 de julho de 2011
meu jardim
Brincando sem querer no jardim encontrei...
várias flores diferentes,
cada uma colorida a seu modo,
cheirosa a seu estilo
e espinhosa a nossos gostos.
Qual delas vou colher?
Posso usá-la para um bem-me-quer, mal-me-quer, para decorar minha casa ou para alegrar minhas narinas...
Posso ainda colher várias e fazer um buquê...
Ou deixá-las no solo e pegar aquela que já estiver se despreendido e cruzar meu caminho
várias flores diferentes,
cada uma colorida a seu modo,
cheirosa a seu estilo
e espinhosa a nossos gostos.
Qual delas vou colher?
Posso usá-la para um bem-me-quer, mal-me-quer, para decorar minha casa ou para alegrar minhas narinas...
Posso ainda colher várias e fazer um buquê...
Ou deixá-las no solo e pegar aquela que já estiver se despreendido e cruzar meu caminho
sábado, 25 de junho de 2011
Meia-noite em paris ou... sobre quem somos
Acabei de ver Meia-noite em Paris, que me fez rir muito e me ensinou algumas coisas... Como não podia ser diferente, preciso dividi-las aqui para ver se deixo-as mais vivas dentro de mim mesma, pois, ao meu ver, tratam-se se ensinamentos para uma vida:
- muitas vezes, como o personagem principal, buscamos nos remeter a outras épocas, lugares, a atividades e ídolos para nos sentirmos bem. Isso porque lá, será possível que imaginemos um mundo perfeito e vivamos nele, ainda que por instantes. Não há nada de errado com isso. É muito bom sonharmos e termos a impressão de que tudo poderia ser diferente. Mas nem por isso este fato pode servir de justificativa para um escapismo nosso. Se na nossa época se acentua em algumas pessoas a sensação de que tudo está errado e que estamos vivendo num mundo que não nos pertence, devemos saber que este sentimento não é exclusivo dos 2000. Sempre haverá, de certa forma, insatisfação com o nosso presente vivivo... daí a busca de um passsado glorioso, que na verdade, para quem nele viveu, nada tem de glória... E isso mostra que devemos olhar de frente para os nossos problemas atuais e nos posicionarmos... de que lado queremos estar? Queremos (e nascemos para) Hollywood ou Paris? Ou Brasil?? vale marcar que nossos sonhos com o passado podem nos dar uma mãozinha nessa resposta...
- o segundo ponto tem a ver com o primeiro e é simples como esta frase: não adianta insistir em estar junto de quem não se parece com você. É preciso, como diz Adriana, que se concorde "nas grandes questões". E quais seriam elas? Cada uma em as suas, assim como se escolhe por Hollywood, Paris, Brasil ou qualquer um deles... No meu caso evolui do encanto inebriante, vulgo química, para o jeito de encarar o mundo a si próprio e a mim...
- pra terminar, nunca devemos esquecer de olahr pra dentro para saber quem realmente somos e lembrar disto em todas nossas escolhas. A felicidade é consequência...
- muitas vezes, como o personagem principal, buscamos nos remeter a outras épocas, lugares, a atividades e ídolos para nos sentirmos bem. Isso porque lá, será possível que imaginemos um mundo perfeito e vivamos nele, ainda que por instantes. Não há nada de errado com isso. É muito bom sonharmos e termos a impressão de que tudo poderia ser diferente. Mas nem por isso este fato pode servir de justificativa para um escapismo nosso. Se na nossa época se acentua em algumas pessoas a sensação de que tudo está errado e que estamos vivendo num mundo que não nos pertence, devemos saber que este sentimento não é exclusivo dos 2000. Sempre haverá, de certa forma, insatisfação com o nosso presente vivivo... daí a busca de um passsado glorioso, que na verdade, para quem nele viveu, nada tem de glória... E isso mostra que devemos olhar de frente para os nossos problemas atuais e nos posicionarmos... de que lado queremos estar? Queremos (e nascemos para) Hollywood ou Paris? Ou Brasil?? vale marcar que nossos sonhos com o passado podem nos dar uma mãozinha nessa resposta...
- o segundo ponto tem a ver com o primeiro e é simples como esta frase: não adianta insistir em estar junto de quem não se parece com você. É preciso, como diz Adriana, que se concorde "nas grandes questões". E quais seriam elas? Cada uma em as suas, assim como se escolhe por Hollywood, Paris, Brasil ou qualquer um deles... No meu caso evolui do encanto inebriante, vulgo química, para o jeito de encarar o mundo a si próprio e a mim...
- pra terminar, nunca devemos esquecer de olahr pra dentro para saber quem realmente somos e lembrar disto em todas nossas escolhas. A felicidade é consequência...
quinta-feira, 16 de junho de 2011
É preciso força pra sonhar e perceber que a estrada vai além do que se vê
Crise
Crítica
não ser não saber
ausência
falta de sentido, de clareza
Indeterminação
Inconstância
Incongruência
Não permanência
Dissociação
Pra onde foram os sonhos? E os olhos no olhar?
O cisne (o branco e o negro)?
Diferentes universos de possíveis
Múltiplas destinações
Nenhum traçado em vista
Crítica
não ser não saber
ausência
falta de sentido, de clareza
Indeterminação
Inconstância
Incongruência
Não permanência
Dissociação
Pra onde foram os sonhos? E os olhos no olhar?
O cisne (o branco e o negro)?
Diferentes universos de possíveis
Múltiplas destinações
Nenhum traçado em vista
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Descolamento de mim
O que sinto é uma espécie de desolação da ausência
Ausência de um não sei quê que me falta, que me dá vida, que me faz respirar
Que me faz sentir verdadeiramente eu
Olho para mim e não me reconheço. Como se a chama estivesse bem baixa
Meu sorriso parece falso, minhas ações são vazias e, por mais que tenham uma forma e um fim, não carregam minha essência
Os acontecimentos se desdobram diante dos meus olhos. Alguns me comovem, consigo perceber as diferentes emoções contidas em alguns deles. Mas é como eu assistisse a tudo apartada de todos.
Não consigo ver o sentido em muitas coisas, a única coisa em que consigo projetar algum tipo de expectativa não é real, pois a imagino como acontecendo automaticamente – uma ação provocada naturalmente, sem qualquer relação com um possível desdobramento a alguma ação minha. Mas sei que estou tão afastada de mim mesmo que nem isso seria bom, se acontecesse agora...
Estou mais calada e pensativa do que de costume. Só consigo ficar ouvindo música, lendo... o silêncio e o não fazer nada me incomodam. Tenho sono quando eles acontecem...
Domingo, 15/05/2011. Chuva e frio.
Ausência de um não sei quê que me falta, que me dá vida, que me faz respirar
Que me faz sentir verdadeiramente eu
Olho para mim e não me reconheço. Como se a chama estivesse bem baixa
Meu sorriso parece falso, minhas ações são vazias e, por mais que tenham uma forma e um fim, não carregam minha essência
Os acontecimentos se desdobram diante dos meus olhos. Alguns me comovem, consigo perceber as diferentes emoções contidas em alguns deles. Mas é como eu assistisse a tudo apartada de todos.
Não consigo ver o sentido em muitas coisas, a única coisa em que consigo projetar algum tipo de expectativa não é real, pois a imagino como acontecendo automaticamente – uma ação provocada naturalmente, sem qualquer relação com um possível desdobramento a alguma ação minha. Mas sei que estou tão afastada de mim mesmo que nem isso seria bom, se acontecesse agora...
Estou mais calada e pensativa do que de costume. Só consigo ficar ouvindo música, lendo... o silêncio e o não fazer nada me incomodam. Tenho sono quando eles acontecem...
Domingo, 15/05/2011. Chuva e frio.
sábado, 7 de maio de 2011
Re... -vendo; -moendo; -pensando; -escrevendo
Nota incial: não é fácil voltar a escrever sobre algo que um dia já te deu tanta inspiração...
[Voltar a aquele relicário, que estava incompleto e que eu havia desistido de fazer... pois bem ou mal sinalizava a incompletude de tudo o que havia ocorrido. Voltar a ele era mais sofrido do que começar a escrever sobre qualquer outro sofrimento latente, mas novo. Sim, porque o ato de não-novidade fazia com que me remetesse às emoções vividas e a seu resultado e, depois ao que eu havia decidido fazer: jogar tudo fora, após inúmeras tentativas frustradas de dotar de sentido o que havia sido vivido e sentido...
Mas eis que o que não havia morrido de fato em mim ressurge inesperadamente e aí surge a necessidade de dar sentido ao novo ... para isso, nada mais justo de retomar o ponto do qual se havia parado! Só que agora é mais diferente. Olho o sofrimento à distância, continuo sem compreendê-lo, sem achá-lo legítimo. Penso que deve ser por culpa minha, minha incapacidade de controlar meus pensamentos que me faz sofrer mais do que devia de fato. E que as coisas são mais simples do que tudo isso que elaborei. Só que ao mesmo tempo me dou ao luxo de querer sentir certas coisas... coisas pautadas de uma forma diferente agora, porque querem justamente evitar sofrimentos desnecessários]...
Tem como sentir sem sofrer?
não entendo por que tem que ser assim...
O meu comportamento, o seu afastamento
O seu desdém completo, a minha esperança
A minha dor interna., o seu simpels desmerecer
A conexão cortada, a deseimportância disso
O tempo contado, olhando pra trás
O viver descompromissado, a importância dada a outros tão desimportantes
Um dia como qualquer outro, uma pessoa nem um pouco especial
A negação mais completa de tudo o que aprecia fazer sentido
[Voltar a aquele relicário, que estava incompleto e que eu havia desistido de fazer... pois bem ou mal sinalizava a incompletude de tudo o que havia ocorrido. Voltar a ele era mais sofrido do que começar a escrever sobre qualquer outro sofrimento latente, mas novo. Sim, porque o ato de não-novidade fazia com que me remetesse às emoções vividas e a seu resultado e, depois ao que eu havia decidido fazer: jogar tudo fora, após inúmeras tentativas frustradas de dotar de sentido o que havia sido vivido e sentido...
Mas eis que o que não havia morrido de fato em mim ressurge inesperadamente e aí surge a necessidade de dar sentido ao novo ... para isso, nada mais justo de retomar o ponto do qual se havia parado! Só que agora é mais diferente. Olho o sofrimento à distância, continuo sem compreendê-lo, sem achá-lo legítimo. Penso que deve ser por culpa minha, minha incapacidade de controlar meus pensamentos que me faz sofrer mais do que devia de fato. E que as coisas são mais simples do que tudo isso que elaborei. Só que ao mesmo tempo me dou ao luxo de querer sentir certas coisas... coisas pautadas de uma forma diferente agora, porque querem justamente evitar sofrimentos desnecessários]...
Tem como sentir sem sofrer?
não entendo por que tem que ser assim...
O meu comportamento, o seu afastamento
O seu desdém completo, a minha esperança
A minha dor interna., o seu simpels desmerecer
A conexão cortada, a deseimportância disso
O tempo contado, olhando pra trás
O viver descompromissado, a importância dada a outros tão desimportantes
Um dia como qualquer outro, uma pessoa nem um pouco especial
A negação mais completa de tudo o que aprecia fazer sentido
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Epifania
Deslocamento
Não pertencimento
Estranhamento
Processo de compreensão do vivido
Perspectivas atreladas a um destino não mais desejado
Práticas amarradfas a estas perspectivas
Falta de sentido
Rejeição
Não querer
Ausência de perspectiva
Não pertencimento
Estranhamento
Processo de compreensão do vivido
Perspectivas atreladas a um destino não mais desejado
Práticas amarradfas a estas perspectivas
Falta de sentido
Rejeição
Não querer
Ausência de perspectiva
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