Esta noite sonhei que estava em uma embarcação grande e eu era a responsável por conduzi-la. Na embarcação, que não era nem um barquinho, nem um navio gigante, mas tinha certo espaço e uma estabilidade não tão boa, estavam algumas pessoas importantes para mim.
A correnteza era intensa, como a de um rio, mas eu sabia que estava no mar, e às vezes ajudava. A embarcação andava com rapidez, por volta de uns 60 km/h acredito... tinha horas que parecia um rafting!
E embora eu mais ou menos soubesse o que fazer, tinha medo de que não o conseguisse: medo de não saber atracar o barco quando fosse necessário, medo de não saber manobrá-lo devido à alta velocidade, medo enfim de que tudo aquilo afundasse. Nesse barco, havia pessoas que não sabiam nadar, mas acredito que o medo maior nem era por elas, mas por mim mesma.
O barco era meu, e, embora houvesse muita gente nele, não cogitei em nenhum momento que essas pessoas poderiam me ajudar, caso ele estivesse afundando...
Às vezes, as incertezas da vida nos causam esse medo e a impressão de estarmos sós, mesmo acompanhados. Por outro lado, a minha vida e a minha liberdade de navegar, que eu alcancei perante todas aquelas pessoas que estavam naquela embarcação são tão importantes para mim que julgo importante ser capaz de tomar a decisão sobre meus próprios rumos, sem precisar da ajuda de ninguém.
Dizem que sonhar com barcos remetem aos nossos sonhos, mais especificamente o transporte de sonhos e esperanças que temos para nossas vidas... De fato, nada mais estou lutando para conquistá-los nesse momento e é bom saber que tenho as rédeas das minhas atitudes e que tudo que está sendo feito tem ajudado nesse caminho... por outro lado, as águas não estão calmas, há medos aí que precisam ser enfrentados nessa travessia. Oscilações que se mostrarão importantes aprendizados.
quarta-feira, 24 de abril de 2013
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
Roda
Não é o não fazer, não é o fazer
tanto
Tanto que às vezes é visto como
nada
Que me tranquiliza
É simplesmente ter deixado de
fazer o que não se queria
Longe do que não se suportava
Mais perto de si, do que se
acredita
Tempo puro, devolvido a mim mesma
Liberta da tirania do presente
que estou.
Tempo dos acontecimentos que se
encaixam um outros mundos, realidades variantes, tempo que se comunica com
outros presentes
E é nesse emaranhado, na
coexistência que vejo
a roda da vida girando
A roda da fortuna girando
de fora
Esperando a hora certa de pular
nela de novo
Esperando, desta vez, fazer com que os acontecimentos que venham não sejam
rebatidos apenas no presente que os atualiza, mas que variem nos distintos
tempos e mundos da minha existência.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Todo dia
Todo o dia que começa traz desânimo, conforto ou esperança às pessoas.
Pessoas que vêm e vão, movimentando-se num contínuo entre suas casas, trabalhos e compromissos,
Levando pacotes, mochilas cansadas, bolsas, embrulhos, presentes e verduras.
Gente que vai e que vem,
que carrega nos olhos o peso da semana.
As urgências, cada um sabe das suas.
Todo dia pessoas são demitidas, entram ou saem de seus trabalhos,
encontram algo melhor ou seguem buscando o melhor para si,
incessantemente.
Para poderem dar o melhor de si, de forma menos cruel e avassaladora.
Numa cidade de caos, todo o dia é uma luta.
Sair, chegar, voltar.
Todo dia é um dia a mais...
A gente envelhece a cada dia.
Pessoas que vêm e vão, movimentando-se num contínuo entre suas casas, trabalhos e compromissos,
Levando pacotes, mochilas cansadas, bolsas, embrulhos, presentes e verduras.
Gente que vai e que vem,
que carrega nos olhos o peso da semana.
As urgências, cada um sabe das suas.
Todo dia pessoas são demitidas, entram ou saem de seus trabalhos,
encontram algo melhor ou seguem buscando o melhor para si,
incessantemente.
Para poderem dar o melhor de si, de forma menos cruel e avassaladora.
Numa cidade de caos, todo o dia é uma luta.
Sair, chegar, voltar.
Todo dia é um dia a mais...
A gente envelhece a cada dia.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
Melancolia do adeus
E quando chega a hora de partir,
mesmo aquilo que não foi, não pertenceu, não fez sentido, não significou
gera, ainda assim, um aperto esquisito no peito
Seguido de uma pergunta que não quer calar...
Mas por quê?
E em que parte das minhas memórias eu encaixo tudo isso?
E depois de tanto embate, sofrer e crises,
onde devo colocar toda essa parte de mim?
mesmo aquilo que não foi, não pertenceu, não fez sentido, não significou
gera, ainda assim, um aperto esquisito no peito
Seguido de uma pergunta que não quer calar...
Mas por quê?
E em que parte das minhas memórias eu encaixo tudo isso?
E depois de tanto embate, sofrer e crises,
onde devo colocar toda essa parte de mim?
segunda-feira, 3 de dezembro de 2012
Viva a vida. Tenha vida. Curta a vida
A vida enclausurada não é suficiente
é preciso circular, fazer girar sentidos,
que vêm e vão, refazem-se,
Histórias que se reinventam.
No contínuo pulsar do tempo e levar dos ventos.
é preciso circular, fazer girar sentidos,
que vêm e vão, refazem-se,
Histórias que se reinventam.
No contínuo pulsar do tempo e levar dos ventos.
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Carta aos 28
E assim vocês se foram... Mais um ano.
E que bom que descobri no último dia de vocês que eu sou a dona da história. E que isto significa ter o controle do tempo - não de todo o tempo do mundo, mas do tempo que eu quiser.
A vida como aquarela: o vai e vem dos movimentos, arranjos e rearranjos. E eu com um lápis para eu desenhar o que eu quiser. E com o guarda-chuva nas mãos. Não mais o medo da chuva, eu sempre levo o guarda-chuva.
Eu soube, ao longo destes anos todos, prevenir-me e também levar, para além do guarda-chuva, um lápis para comigo. Para eu desenhar o que for preciso para me proteger e escapar dos perigos.
Não gostou, fale. Essa é a lição que eu levo. Sem tê-la clara, fui capaz de conhecer o lado mais obscuro e sombrio de mim mesma. E não gostei. Estou falando agora.
Eu quero o arco-íris. Eu quero todas as coisas que eu quiser pintar. Um colorir para a minha vida. Chega de cinzas.
Voltar a dançar. Na chuva e no sol. Não há mais nada além disso. É desse colorir e descolorir que a vida é feita. Para os 29, quero muita cor.
E que bom que descobri no último dia de vocês que eu sou a dona da história. E que isto significa ter o controle do tempo - não de todo o tempo do mundo, mas do tempo que eu quiser.
A vida como aquarela: o vai e vem dos movimentos, arranjos e rearranjos. E eu com um lápis para eu desenhar o que eu quiser. E com o guarda-chuva nas mãos. Não mais o medo da chuva, eu sempre levo o guarda-chuva.
Eu soube, ao longo destes anos todos, prevenir-me e também levar, para além do guarda-chuva, um lápis para comigo. Para eu desenhar o que for preciso para me proteger e escapar dos perigos.
Não gostou, fale. Essa é a lição que eu levo. Sem tê-la clara, fui capaz de conhecer o lado mais obscuro e sombrio de mim mesma. E não gostei. Estou falando agora.
Eu quero o arco-íris. Eu quero todas as coisas que eu quiser pintar. Um colorir para a minha vida. Chega de cinzas.
Voltar a dançar. Na chuva e no sol. Não há mais nada além disso. É desse colorir e descolorir que a vida é feita. Para os 29, quero muita cor.
quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Antítese do bem
A gente descobre o que nos faz mal num momento de antítese. Quando simplesmente não estamos em contato com "a coisa".
A vida aí é simples, fácil e leve de se levar...
A vida aí é simples, fácil e leve de se levar...
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